A humilhação

593 Words
O que é isso? Que tipo de barbaridade estou vendo? — Finalmente chegaram. Uma bela mulher loira disse, sua pele branca, tão linda e elegante, ela parece uma fada, ela usa vestido lápis, suas pernas finas bronzeadas de dar inveja. — Meu nome é Margarete, sou a governanta da ala das mulheres. Ela gesticulou enquanto apresenta-se caminhando gentilmente no seu sapato alto de bico fino sobre os azulejos azuis como o céu iluminado. — Irei ensinar a vocês, tudo o que precisam aprender para ser uma verdadeira dama, uma verdadeira amante apaixonante, e como agradar nosso senhor em todos os sentidos. Como? — O que disse? Questionei perplexa com a sua declaração, fui sequestrada brutalmente, espancada, amordaçada por horas para virar brinquedo s****l de um homem? Eles compreendem tudo que fazem? Sequestrar mulheres para o prazer s****l? Nunca ouvi tamanho absurdo em toda a minha vida. — Qual é seu nome minha bela jovem? — Cristal. — Cristal. Ela sussurrou meu nome com um gosto amargo em seus lábios. — Vocês são escravas do meu senhor. Escravas? Eu realmente ouvi isso? Em que mundo estou? Eu não sou uma escrava. — Eu não sou uma escrava, senhorita Margarete. Ela arregalou os olhos como se estivesse acostumada em ouvir isso, seus olhos fazem uma breve avaliação do meu corpo cima a baixo, em seguida ela surpreendeu-me com uma ação, sua mão tocou bruscamente meu queixo exercendo pressão no meu esqueleto. — Você é o que eu digo que é, sem questionar. Ela não está muito feliz comigo, eu posso dizer pela forma que ela olha para mim. Eu não sou uma escrava e nunca serei, não importe o quanto ela me torture. Eu não sou uma escrava. Nossos olhares se encontraram. — Eu tinha uma vida, livre, não pedi para virar uma escrava de ninguém. Ela soltou meu queixo fazendo-me saltar com seu empurrão, sem mais, Margarete segurou um punhado dos meus cabelos puxando-me para mais perto dela. Seus olhos lindos chocam-se com os meus, ela está tentando me assustar para que eu sirva de exemplo para as demais. Eu não baixo a cabeça a ninguém, e não será ela quem conseguirá me assustar com suas meias palavras vazias. — Sua vida lá fora não te pertence mais, mocinha. Ela soltou meus cabelos, encarando outras meninas, elas estão assustadas, curiosas com o lugar inusitado, temendo seu futuro. Eu também estou assustada com meu futuro incerto. Será que estou destinada a sofrer? — Já aviso, se alguém tentar fugir, os homens que estão lá fora, tem autorização para atirar. Fugir está fora de questão, eu não sei onde estou, como chegar a uma embaixada para pedir ajudar, este infelizmente é um fim amargurado para qualquer mulher. — Vocês viverão muito bem aqui, terão comida, roupas elegantes, dormiram confortavelmente e serão tratadas como rainhas, claro. Primeiro, precisam conseguir ser a favorita do nosso senhor. Ela continuou falando como se tudo fosse normal para ela, eu fui sequestrada para virar escrava s****l de um homem. E ela diz isso como se fosse uma conversa no pequeno almoço. — Senhorita Margarete, tudo pronto para elas serem examinadas. Um homem vestido de tudo preto com uma arma pendurada na sua cintura disse. — Muito bem, por aqui. Aquele homem guiou-nos até um departamento que se parecia uma clínica, uma a uma entramos, no total somos dez mulheres, e cada uma é atendida particularmente. Quando chegou a minha vez, entrei numa pequena sala chique, onde uma mulher estava sentada esperando por me enquanto preparava uma seringa para tirar meu sangue.
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