Melinda . . . E aqui estou eu, deitada numa cama de presídio, toda ofegante, depois de dar pro dono da Rocinha. Eu dei meu nome em exatamente tudo! Mais um pouquinho eu ficava sem as pernas. O tatuador tá deitado com o braço no rosto, também ofegante. Ainda faltam 20 minutos pra eu sair daqui. Levantei da cama procurando meu vestido, que joguei em algum canto. Achei que não ia ter esse fogo, e acho que fiz mais do que deveria. Coloquei o vestido, vendo as marcas que ele deixou no meu corpo. Parece até que apanhei. Tatuador: Tu aceitou por quê? – ele perguntou, olhando meu corpo e logo parando nos meus olhos. Melinda: Uns problemas aí... Já que você falou seu nome, devo falar o meu: Melinda. – Não quero falar o motivo de eu estar aqui. Tatuador: Satisfação. – Sorri pra ele, que acendeu

