cap 03 eu preciso de uma visita

891 Words
Melinda... Acordei mais cedo hoje porque preciso abrir a loja pras meninas. Me levantei da cama e fui tomar meu banho para me despertar. Em menos de 10 minutos saí do chuveiro, peguei minha camisa, que é o uniforme do mercadinho, e uma calça legging azul escuro. Calcei meu tênis, passei um perfume e fiz uma make leve. Meu domingo passou voando. Fiquei a manhã toda morrendo de dor de cabeça. À tarde, levantei pra fazer comida e almoçar. Depois, ainda fui na pracinha com a Camila e, à noite, jantei e vim pro meu quarto, quando vi que o Nicolas estava no quarto dele. Fico mais tranquila quando ele não sai de casa. Sinceramente, poderia deixá-lo trancado lá dentro pra ele não se perder nas drogas, mas acho que seria pior. Ele já tentou pular a janela quando o tranquei por duas horas. Estava todo louco de droga e vasculhou a casa inteira procurando dinheiro para comprar mais. Eu já estava ficando louca com tudo isso e decidi trancá-lo, mas, como falei, não deu muito certo, já que ele pulou a janela. Passei perfume, peguei meu celular e a bolsinha com minhas coisas, abri a porta do meu quarto e desci as escadas até o quarto do Nicolas. A porta estava aberta e ele dormia só de bermuda. Fui até ele e beijei sua cabeça. Depois, fui para a cozinha e fiz meu café. A Rocinha está na paz hoje. Descia o morro vendo as pessoas indo trabalhar e algumas levando suas crianças à escola. Desde pequena, gostava de morar aqui, mas via de uma forma diferente, sabe? Imaginava que morar na Rocinha era a melhor coisa, mas, depois que vi tudo que acontece aqui, meus pensamentos mudaram. Cheguei na loja, abri a porta, arrumei minhas coisas no balcão e esperei os outros chegarem. Normalmente as clientes chegam por volta das 9 horas; é bem raro virem de manhãzinha. Camila – Eu tô exausta. Se eu soubesse que ia ficar com um p**a de um cansaço, nem teria ido – olhei para ela, que se sentou ao meu lado. Camila é uma colega de trabalho, não somos tão amigas quanto eu e a Camila , mas temos uma "i********e" kkk. Melinda – E você foi pra onde pra estar tão cansada? – ri. Camila – Oxi, filha, no pagode que teve à tarde. Até achei que você ia. Melinda – Eu fui pro baile no sábado e voltei cambaleando pra casa. Se tivesse ido no pagode, estaria desacordada lá – ela riu – sério, mona – rimos. Ficamos conversando até dar 9 horas e, como disse, as clientes chegaram. Aqui na loja tem mais roupas femininas e roupas íntimas. Não sei quem teve a ideia de colocar brinquedos aqui. Um dia, uma mãe chegou com um menininho e ele ficou fazendo o vibrador de carrinho. Eu e a Camila rimos a tarde inteira. Quando cheguei em casa, só lembrava disso... Tatuador... Já tava puto com o gordo. O cara me falou que tava resolvendo uns bagulhos ontem e, quando chegou hoje, uns mano vieram falar pra mim que teve baile. Gordo tem minha total confiança, mas vacilou uma vez e levou tiro na cara. O baile ainda tá de boa, mas por que que o filho da p**a não me avisou que iria fazer? Tava com a p***a do celular na mão e preferiu mentir. Não vejo a hora de meter o pé e colocar meu morro na linha. Ligação on... Gordo... Gordo – Fala tu, Tatuador, tudo na paz por aqui, meu mano. Já tá no papo de te tirar daí, mermão. Tatuador – Esquece essa parada aí. Que bagulho é esse de tu tá fazendo p***a de baile ao invés de me tirar dessa p***a? Tá muito fácil aí fora, né meu mano? Quero tu agindo pra me tirar daqui e colocar a p***a do meu morro na linha! Gordo – Qual foi, Tatuador? Fiz só pra descontrair os moradores, pô. Tava todo mundo pedindo, pagode todo domingo tava ficando moído, pô. Quis descontrair, mas tá de boa. Vamos resolver tua parada primeiro. Tatuador – Fala pra tu, gordo, tem nenhuma mina no papo pra tu me mandar nas visitas? Tô na mó larica de mulher, papo reto. Gordo – O que não falta é mulher, Tatuador – riu – vou procurar uma do teu gosto. Até mês que vem te mando, vou tentar pegar umas da pista pra ti. Tatuador – Quero as da pista não, gordo. Procura uma daí mesmo. Vou desligar, se não os cana vão desconfiar, fé! Gordo – Fé! Ligação off... Desliguei quando vi os cana se aproximando. As ligações têm que ser no sigilo, só vou poder trocar ideia quando tiver o banho de sol e de madrugada. Não dá pra ficar de bobeira quando você foi alvo dos cana. Policial– Bora, Tatuador, tá no escuro fazendo o que? – o cana falou, e eu levantei. Tatuador – Comendo tua mãe! – passei por ele e entrei de volta na cela. Fiquei na minha cama fumando aquela da boa. O pior é que é a última, já que as putas param de vir. As maconhas também. Pedia pro gordo me mandar elas pelas putas mesmo, os caras não tão fazendo mais a revista completa nas mina, só toca nelas e pronto...
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD