Hannah
Cheguei em casa e minha amiga havia saído, havia deixo um bilhete dizendo que não voltaria para a casa. Ela é maluquinha mesmo.
Escuto meu telefone tocar e o pego da bolsa e sorriu ao ver o nome do Theodore na tela.
- Boa noite Sr. Grey.
- Já conversamos sobre isso Hannah, me chame de Theodore.
- Me desculpe, Theodore.
- Vamos começar de novo.
- Boa noite Theodore.
- Boa noite Hannah.
- Tudo bem ?
- Tudo, liguei para saber se gostaria de sair para tomar um sorvete. - riu.
- Sorvete agora a noite?
- Eu não tinha outra desculpa para poder te ver e te beijar de novo.
- Não precisa de desculpa para poder fazer isso.
- Bom saber disso. - ele sussurra e sinto meu corpo inteiro se arrepiar. - Então posso ir até aí e te ver?
- Pode sim.
- Chego em dez minutos.
- Te espero.
- Até mais baby. - ele diz e desligamos, sorriu olhando para a tela do celular e volto a si, me lembrando de tomar um banho para poder recepciona-lo.
Dez minutos depois eu estou limpa e arrumada esperando por Theodore, o interfone toca e o porteiro me avisa que ele esta lá e digo que o deixe subir. Alguns minutos depois a campanhia toca e abro a porta.
- Oi baby! - ele diz rouco , aquele sorriso maroto nos lábios e aquele olhar que deixa qualquer mulher tonta.
- Oi! - sussurro. - Entre por favor.
- Obrigado. - ele diz e dou passagem para que ele entre. - Bonito seu apartamento.
- Obrigada, meu, meu não é.
- Não?
- Não, é de uma amiga, ela me acolheu quando vim para cá.
- Ah sim. - ele diz apenas.
- Que prazer te ter aqui.
- Prazer maior seria se eu tivesse você nos meus braços.
- Estou aqui. - sinto um arrepio gostoso, ele se aproxima de mim colando nossos corpos.
- Não posso encostar em você, não até que saiba quem realmente sou.
- Ah! - digo e ele se afasta.
- Podemos conversar?
- Claro. - indico ele o sofá onde nos sentamos e eu fico em expectativa esperando que ele comece a falar.
- Hannah, preciso te contar algumas coisas sobre mim e se de tudo ainda me querer.
- Que coisas?
- Eu não vou enrolar e então já vou te dizer.
- Sim.
- Eu sou um dominador.
- Dominador, você é um Dom?
- Sim.
- Gosta de ter submissas aos seus pés , fazendo suas vontades.
- Não é bem por ai, é mais para o prazer delas do que meu.
- E onde eu me encaixo nisso?
- Eu quero você.
- Disso eu já sei Theodore, seja mais claro. - digo sorrindo e ele s aproxima mais.
- Quero ter você como minha submissa, como minha mulher, onde eu depositarei tudo que tenho, tudo que sou, quero ser seu e quero que seja minha, só minha.
- Vai mandar em mim, como manda nas outras?
- Não existiram outras, será apenas você e eu, eu não sou como a maioria dos dominadores, eu quero muito que seja minha submissa, mas eu quero que seja algo a mais que isso, quero poder sair com você e dizer que é minha mulher, minha namorada.
- Theodore eu ...
- Hannah...
Eu não falei nada, apenas me joguei em seus braços e deixei que aquele beijo responde-se por mim, eu queria muito ser dele, queria muito ser a namorada do Theodore, eu já suspeitava desse lado dele, mas sempre mantive minha observação e opinião apenas para mim.
- Posso ter esse beijo como sim.
- Pode. - sussurro entre nosso beijo, Theodore me deita sobre o sofá e fica por cima, sinto meu corpo em chamas e tudo que eu quero é ser dele, quero que ele me toque e faça amor comigo. - Vai fazer amor comigo?
- Não! Eu não vou fazer só amor com você, eu vou f***r você, vou f***r você até não aguentar mais.
Sinto um t***o descontrolável quando ele diz isso.
- Vpu deixar você dolorida e toda vez quando se mexer, vai se lembrar quem foi que fez isso.
- Theodore... - gemo.
- Vou te mostrar o quanto dominante posso ser, mas hoje não baby. - ele me dá um ultimo beijo e se levanta.
- Porque?
- Porque ainda não é o momento Hannah, eu quero muito f***r você, beijar cada pedacinho do seu corpo, mas aqui não é o lugar e nem o momento pra isso.
- Tudo bem. - sinto uma desapontada e me ajeito no sofá.
- Logo faremos e eu prometo que você vai gostar.
Balancei a cabeça anestesiada pelo t***o e imaginando como seria ser dele, se ele me queria como sua submissa, eu não resistiria e seria o que ele quisesse que eu fosse.
Theodore Grey
Depois de passar um tempo agrádavel com Hannah, resolvi ir para a casa, eu estava passando uma temporada com meus pais, até que meu apartamento estivesse pronto, eu odeio reformas e minha mãe achou que era necessário deixa-lo mais confortável.
- Querido! - ouço a voz de Kamily e reviro os olhos e me viro para cumprimenta-la.
- Kamily, pensei que tinha ido embora.
- Ah sua mae me convidou para ficar hospedada aqui, até que eu ache um apartamento.
Me viro para minha mãe.
- Bom para você Kamily, com licença.
- Espera Ted, quero conversar com você.
- Sobre o quê?
- Sobre nós dois. - minha mãe tosse e sai da sala nos deixando sozinhos.
- Não tem nós Kamily, nunca teve nós. - digo frio.
- Sei que esta chateado e que te deixei, mas eu preciso saber se esta disposto a tentar de novo.
- Tentar? - ela afirma. - Kamily, nós nunca existiu, foi coisa de adolescente, eu cresci, conheci outras mulheres e para ser honesto, nossa diversão foi coisa de flor da adolescência.
- Theodore não diga uma besteira dessa.
- Besteira? Você chega na minha casa e fala que quer tentar, tentar uma coisa que nunca existiu, Kamily eu estou com outra pessoa, não posso tentar brincar de namoradinhos perfeitos com você.
- Quem é ?
- Ela não é do seu interesse, ela é problema meu.
- Você vai se arrepender Theodore, eu sei muito bem dos seus joguinhos e do seu outro lado depravante.
- Vai fazer o quê? Contar para meus pais? Colocar no jornal? - ela fica pálida. - Vai lá e faz, eu não me importo, você não me intimidar a voltar com voce.
Estou saindo da sala quando ela me puxa pelo braço.
- O quê foi Kamily?
- Espere, vamos conversar como adultos.
- Pensei que era uma conversa de adultos.
- Thed eu amo você, preciso muito de você.
- Eu não duvido que me ame, mas eu não amo você, para de se humilhar desse jeito, você é uma mulher linda e merece que se respeite e de alguém que vai te amar como merece, mas esse alguém não sou eu.
Ela não diz nada, me solto dela e saiu da sala, preciso muito pensar no que acabou de acontecer, mas sou seguido por Kamily.
- Espere. - me viro já sem paciência.
- Tudo bem Ted, eu já entendi, não somos nada e não teremos nada.
- Bom que entendeu.
- Podemos ser ao menos amigos? - ela pergunta esticando as mãos;
- Amigos, claro.
Estendo a minha pegando na dela e dando um aperto de mãos.
- Fico feliz com isso Ted, bom eu vou dormir, até amanhã. - ela sobe e dou um meio sorriso.
- Kamily, Kamily o que esta planejando? - pergunto a mim mesmo, ela mudou muito rápido de visão e isso não me bate bem, esta faltando peças nesse quebra-cabeça.