DAMIÃO. Assim que saio do quarto do meu amigo, imediatamente dou um soco na parede. Uma vez. De novo. Até o ponto de sangue. Ao ponto da dor. Para ficar sóbrio. Eu sabia que não seria fácil. Eu sabia que seria difícil. Mas acabei de machucá-la. Que por*ra é essa, eu mesmo, com as minhas próprias mãos... Eu definitivamente não esperava isso de mim mesmo. O telefone vibra no meu bolso, mas não reajo. Fo*dam-se todos vocês. Quero ir para a academia e socar um saco até de manhã. Para acabar com toda a raiva. Para estourar o sa*co. Melhor se não fosse um sa*co... Melhor que ele... Mas é impossível sair do hospital. Eu sento olhando hipnotizo para porta. Eu sei que ela virá. Ele não pode deixar de visitar o seu pai. Isso tudo é algum tipo de tortura pervertida. Acima de mim mesmo. Acima dela.
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