Renata Narrando Acordei com o celular tocando, aquele toque chato que parece gritar dentro da cabeça da gente. Mäl consegui abrir os olhos, ainda tonta de sono, mas atendi arrastando a voz: — Alô. Do outro lado, só ouvia barulho. Parecia que a pessoa tava dentro de um trio elétrico. — Renata? Mulher, onde é que tu tá? A feijoada já começou, Baiana. Demorei uns segundos pra reconhecer a voz no meio da zoada. Era Kelly. Me sentei na cama de supetão, com o coração disparado. — Oxe, doida. Tu esqueceu que eu não sei chegar na quadra, é? Nunca fui lá, nem sei que rua é essa. Ela riu do outro lado. — Fique aí, vou pedir pra um vapor ir te buscar. Desliguei e levantei na hora, ainda tentando entender onde é que eu tava no mundo. Fui direto pro banheiro e tomei um banho frio só pra espa

