Renata Narrando Desde o momento que o Heros tirou aquele presentão da mala do carro, eu já imaginei qual era a dele. Aquilo ali não era só presente de criança, não, era provocação embalada em papel brilhante. Tava na cara que ele tinha escolhido pensando mais em esfregar na cara do Ricardo do que em agradar a sobrinha do moço. Mas também, né, o Ricardo não disfarça. Toda vez que passava por mim, parecia que o pescoço dele ia dar nó só pra me olhar. E Heros? De boa, todo cheio de si. Parecia até que se divertia com isso. Mas, ó, a festa foi uma delícia. As crianças aproveitaram demais, correram, pularam, gritaram até cansar. E eu e Heros curtimos do nosso jeitinho, ali sentadinhos num canto, agarradinhos. Ele de um lado com o braço por trás da minha cintura, e eu encostada nele, só curti

