Heros Narrando Mano, não vou mentir, eu sumi. Saí de casa e fui direto pra boca. Nem olhei pra trás. Eu não tô pronto pra encarar minha mãe, não ainda. Coração tá pesado, mente travada, passado me apertando o peito como se tivesse uma tonelada em cima. Cheguei lá no QG e tranquei a porta. Nem deixei ninguém subir. Falei que queria ficar sozinho. Os moleque entenderam na hora, saíram na moral. Fiquei ali no silêncio. Sentei na cadeira, olhei ao redor, tudo no mesmo lugar, mas dentro de mim parecia que tava tudo fora do eixo. Abri a gaveta da mesa e tirei uma foto antiga. Meu pai e minha mãe. Os dois sorrindo, tempo bom, antes do inferno começar. Antes do Souza destruir a nossa família. — Filho da püta — murmurei, com a foto tremendo na minha mão. Senti o nó subir na garganta e desabei

