Baronesa Narrando Cheguei tarde da tal festa do chefe. Mäl botei o pé em casa, já me joguei na cama. Apaguei. Aquele sono gostosinho, pesado, que parece que te puxa pro fundo do colchão. Só que o descanso durou pouco. Uns gritos começaram a ecoar da rua, e na moral, meu corpo pulou da cama antes da minha mente entender o que tava acontecendo. Fui direto pra janela, espiando por entre a cortina. E Era bem em frente de casa. Uma mulher gritando igual uma doida, berrando com os meus vapores. — Ah, não — murmurei, já sabendo que vinha mërda. Joguei um pouco de água no rosto, vesti uma camiseta larga por cima do baby doll e desci as escadas com a pistola na mão. Sim, pistola. Porque no morro, a gente não dá sorte pro azar. E pela gritaria, já imaginei que podia ser confusão das grandes.

