Heros Narrando Mano, o luau foi sinistro. A vibe tava boa, o som rolando de fundo, a fogueira estalando e aquele cheirinho de maresia batendo, só faltava uma coisa: ficar de boas com a Renata. E, pô, dessa vez rolou, esquecemos até o cüzão do Ricardo. Ficou lá fazendo trilha sonora pra nós dois. Ficamos sentados ali, lado a lado, e eu fui devagarinho, sem pressa, fazendo aquele carinho com o polegar no dorso da mão dela, bem de leve. Toda hora. Sentia que isso deixava ela mais tranquila, mais à vontade. A Renata é toda na dela, tá ligado? Reservadona, mas tem um brilho no olhar que entrega tudo. — Tá curtindo? — falei baixinho, colando mais perto. Ela deu um sorrisinho de canto, tímida ainda. — Tô sim. O som rolava, umas risadas ali, outras conversas acolá, mas pra mim parecia que

