Heros Narrando Rapaziada já tinha trocado o turno na contenção quando eu tava lá, sentado no tamborete, com um cigarro pela metade na mão e o pensamento voando longe. O sol rachando o coco, o asfalto fervendo, e eu ali, só vigiando o fluxo e esperando a hora passar. Foi aí que vi a Lurdinha subindo a ladeira do asfalto, toda suada, cara de quem tava cansada, shortinho colado e aquela blusinha amassada que mäl cobria o umbigo. — Ô Heros — falou com aquela voz manhosa, jogando o cabelo pro lado. — Me dá uma carona até em casa? Tô morta, Chefe. — E um chameguinho, não quer não? — brinquei, dando um sorrisinho safädo. — Ué, tu acha que vou negar? — ela falou, me olhando de canto, já rindo. Eu tava era querendo mesmo uma rosadinha, quentinha, pra entrar naquela vibe. Lurdinha pode não ser

