Heros Narrando Cheguei na delegacia na moral, cabeça erguida, sem deixar transparecer o ódio que já tava borbulhando dentro de mim. Os polícia me desceram da viatura, me levaram lá pra dentro, mas eu não baixei o olhar, não. Cada passo que eu dava naquele corredor eu só pensava na minha família, na Renata, na minha filha, no Fumaça e no que me esperava ali dentro. Quando abriram a porta da sala do delegado, eu dei de cara com o desgraçado do Souza. O tempo pareceu parar por uns segundos. Eu e ele, frente a frente. O olhar dele debochado, como se tivesse ganho alguma coisa. E o meu? Eu sei que se olhar matasse, ele já tava no chão naquele momento. Por dentro o sangue fervia, cê tá entendendo? Eu senti meu coração disparar, a veia do pescoço pulsando forte. Era difícil segurar o ódio. Tá

