cap 05 que genética boa

2113 Words
Melissa . . . Domingo. . . Mesmo de olhos fechados sinto que tudo está rodando, esfrego os olhos me espreguiçando na cama. Sinto um cheiro diferente, diferente do que estou acostumada sentir ao acordar, um perfume forte e gostoso. Eu conheço esse cheiro. Relíquia! Sento na cama rápido abrindo os olhos com tudo, coloco a mão na cabeça ao sentir uma fisgada quando sou atingida pela iluminação e solto um gemido de dor. Tampo os olhos e pisco algumas vezes acostumando com a claridade. Olho ao meu arredor, mesmo sabendo, tenho a confirmação que não estou em casa. Como eu vim parar aqui? Tento puxar na memória alguma coisa da noite passada, mas tudo que eu consigo lembrar são de borrões, como se aquilo tudo que eu vivi tivesse sido excluído da minha mente. Observo o quarto lembrando que já estive aqui com Relíquia, se eu me recordo umas duas vezes. Olho pra baixo conferindo as minhas roupas, estou vestindo apenas uma camisa masculina. Meu Deus! Eu não posso ter transado bêbada, e seu não tiver usado camisinha? p***a, Melissa! Merda, merda! Olho o meu arredor encontrando uma porta o que julgo ser o banheiro, não me lembro direito, as vezes que vim aqui estava de noite e nunca prestei atenção, já que estava ocupada com outras coisas. Eu preciso de uma água gelada no rosto para poder raciocinar melhor. Tiro os cílios postiços e colo na cabeceira da cama. Levanto sentido os meus pés doloridos pelo salto da noite anterior ao entrar em contato Com o chão fri0, entro na porta acertando o banheiro. Encontro um sabonete na pia, molho o sabonete fazendo espuma espalhando pelo meu rosto. Tiro o máximo de maquiagem que consigo, os residuos vão sair só com demaquilante. Seco o rosto na toalhinha branca e encaroo meu reflexo agora limpo. Pego a pasta de dente e passo no dedo, deixo ela do lado da escOva de dente que tem. Escovo meu dente com 0 dedo mnesmo. Apoio na pia tentando lembrar de tudo que aconteceu ontem. - Merda!- Esbravejo não conseguindo lembrar de nada. Prendo o cabelo no topo da cabeça em um coque. Respiro fundo saindo do banheiro, tomo um susto quando vejo Relíquia descarregando a arma, bato conta a parede por causa do susto, hoje não é o meu dia mesmo. - Bom dia. - Limp0 a garganta e sento na cama. - Até que enfim a bela adormecida acordou. - Deixa a arma sobre a cômoda e me olha. - O quê que tá pegando? - Relíquia, como eu vim parar aqui? - Sou breve, falo com calma mas por dentro estou surtando. Ele ri passando a mão no maxilar. -Tu não se lembra não? - n**o. - p***a, desse jeito fico até chateado, pô. -E sério, Relíquia! - Passo a mão no rosto impaciente. - A gente transou? - t*****r é uma palavra muito fraca para o que fizemos ontem a noite, teu pescoço tá todo marcado aí ó. - Aponta -Tu deu teu nome ontem, heim? Se louco. - Meu Deus, eu não acredito que fiz isso. - n**o passando a mão no pescoÇo. - Pois é, branquela, pode começar acreditar. - Dobra o braço deitando em cima. - Qual foi, Melissa? Vai ficar assim mesmo? Agora não adianta não caraí. - Foi com preservativo, não foi? - Lembro não. - Como assim você não lembra? - Sinto o meu coração quase saltar do peito. - E sério.. tenta puxar na memória, pelo amor de Deus. Ele que até segundos atrás estava sério, molha os lábios tentando esconder o sorrisinho no canto dos seus lábios e explode em uma gargalhada. - Para de rir, Relíquia! Isso não tem graça, o negócioé sério e você aí brincando. - Não transamos, Melissa. Suspiro aliviada soltando todo o ar que acabei prendendo sem ao menos perceber, uma onda de alívio percorre todo o meu corpo. - O que eu estou fazendo aqui? - Agora nada. - Não tem como conversar com você. - n**o fazendo menção de levantar, ele ri e me puxa de volta prendendo minha cintura em seus braços. - Parei, parei. Cê tá chata hoje, heim? Se louco, cade o espírito de harmonia? No meu ** pode ter certeza que não está. - Tu tava indo embora do baile com aquele teu amigo, tava um mais chapado que o outro, daquele jeito cês não iam chegar nunca em casa e se chegassem também, mandei um parceiro levar teu amigo pra casa dele e te trouxe pra cá. Do jeito que cês estavam, não duvido nada que iriam sair de novO assim que eu desse as COstas. - Meu Deus, que vergonha. - Passo a mão no rosto. - Eu nunca mais vou beber. -E man, primeiro a bebida te humilha. -E que humilhação e a minha roupa? Pelo amor de Deus, não dizZ que eu tirei na rua. - Tava fazendo o maior striptease, acredita? - Ri. - Cê nem ia conseguir dormir direito com aquele biquíni lá, então eu tirei. -É body, Relíquia. - Mema fita, te dei minha camisa pra você vestir, pra tu ficar mais confortável, mas cê tava sem condições pra se trocar. - Então você me trocou. - Faço um biquinho balançando a cabeça. - Bacana.. - Nem vem se fazer de tímida pro meu lado não, tu pode ser tudo, menos tímida. - Abro a boca ofendida. - Tô mentindo? Além do mais, tudo que tu tem aí eu já vi. Sua mão alisa a minha coxa que está amostra na maior cara de p*u, dou um tapinha na sua mão mas ele nem liga. - Deixa de ser tarado. - Riu negando. - Me ameaça e agora me bate. - Faz expressão de sofrimento. - Tu não era assim não. - Tá louco, Relíquia? Desde quando eu te ameacei e não tô sabendo? Eu heim, você está ficando doido mesmo. - Aah, não contei não? - Diz com animação igual fofoqueiro doido para fofocar, n**o. - Quando cê me viu começou querer me bater, tu teve sorte que cê me pegou em um dia bom. - Mentira que eu fiz iss0? - Coloco a mão na boca abafando a risada. - Tenho certeza que se eu fiz isso tive algum motivo. - Doidona demais, falou que se eu fosse grosso contigo tu ia me finalizar. Ala, mó marra pra cima de mim. - Nega apoiando a cabeça no braço esquerdo, deixando evidente seu braço cheio de desenhos. Não consigo me controlar e explodo em uma gargalhada imaginando a cena. - Bom que agora você sabe do que eu sou capaz. - Brinco sorrindo., - Mas agora é sério, obrigada por ontem, por ter me ajudado e por ter tido paciência comigo. Aguentar bêbado não é nada fácil, eu particularmente odeio ter que cuidar doOs outros enguanto estou sóbria. Reliquia é a grosseria em pessoa, mas quando ele quer ele consegue ser paciente. - Tu é firmeza, Melissa. Não tinha nem condições te deixar lá sabendo que podia acontecer alguma coisa contigo, sendo que tinha como eu evitar. - Vejo sinceridade através de seus olhos. -E nem constava t*****r com Você naquela situação. Negócio foi sem maldade memo, tá ligada? Te troquei sem malícia nenhuma. - Obrigada, de coração mesmo. -Que mané obrigada, eu quero é o meu pagamento, tá achando que tá fácil assim? - Aceita xerecard? - Riu do sorriso malicioso que ele dá. Quando Relíquia vai falar algo, uma música escoa pelo quarto. Reconheço o toque do meu celular. - Tá em cima da cômoda. Levanto pegando o meu celular, vejo o nome "Mãe" piscando na tela, deslizo o dedo atendendo a chamada. Ligação on . . . - Oi, mãe. - Digo assim que atendo. - Bença. - Deus que te abençoe. Você ficou de ligar pra mim ontem e nem ligou, filhos ingratos são assim mesmo. - Riu do seu drama sentando na cama tendo atenção de Relíquia. - A senhora que sumiu, marcou de conversar comigo e desapareceu, tô de olho dona Marina. - De olho em que, Melissa? Eu que tô de olho, tô longe mas tô de olho. - Você acha que eu não tenho informante, né? - Brinco me fazendo de séria. - Sua irmã? - Ri. - Vocês duas não podem se juntar. -Não mesmo. - Acordou agora? - Murmuro um "Hurum". -O que você aprontou nesse final de semana? - Quem? Eu? Nada. Fico conversando mais um pouquinho com a minha mãe matando a saudade, nunca vi alguém mais fofoqueira que ela, mesmo de longe fico sabendo de tudo que acontece. - Fala que eu mandei um abraço para Larissa e pro meu pai. - Pode deixar, se cuida, eu amo você. - Também amo Você se cuida. Ligação off . . Encerro a ligação com um aperto no coração, saudade é foda. - Sua mãe? - Relíquia pergunta digitando no celular. -É. - Tá com essa cara por que? - Que cara? Tô normal é só saudade. - Murmuro encarando a tela do celular. - É complicado. Cada dia que passa a saudade só aumenta, conversar por mensagem e ligação não é a mesma coisa. - Você não costuma visitar tua família não? - Desde que mudei pro Rio, visitei eles só uma vez, tenho o meu trabalho e a faculdade, não compensa ir em um final de semana e voltar nele mesmo. - Por que eles não vem pra cá? Curtir um baile com os cria. - Riu imaginando minha mãe em um baile. - Cancela a parte do baile. - Falo rindo sendo acompanhada por ele. - Pra eles vir pra cá, eles teriam que conciliar o trabalho com a escola da minha irmã. - Sua irmã tem é doze né? - Isso aí. Lembra daquela vez que eu estava te contando o caso da minha irmã e fiquei de te mostrar a foto? -- Pergunto entrando na galeria achando uma foto de nós duas. - Essa que é ela. - Me aproximo dele mostrando a foto. - Caraí, sua irmã é igualzinha vocể. - Dá zoom na foto. - Tua cópia man. - Ela puxou a irmã aqui, né. - Jogo o cabelo convencida. De fato a minha irmã é uma cópia minha, minha mini versão tóxica. - Olhando bem assim.. não puxou não. Olha aqui, tua irmã é mais bonita. - Vai se f***r. - Riu sabendo que ele falou aquilo para me enchero saco. -Easua mãe? - Não vOu mostrar mais não. - Parei de palhaçada, na humildade mostra aí pra nós. - Só vou mostrar porque eu sou uma b0a pessoa. - Clico na foto onde está eu, minha mãe, Larissa e meu pai. - Essa é a minha mãe. - Tua mãe é gata pra c*****o, heim? Tá explicado a genética boa, porra.. - Respeita a minha mãe seu safado! - Riu batendo no seu ombro. -0 genética boa, ela tem quantos anos? -Trinta e sete. - Trinta e sete? Nem parece véi, novinha, se pá eu até falava que ela era tua irmã. Imagino a cara da minha mãe ouvindo esse comentário, ia ficar se achando. - Todo mundo fala isso. - Sorrio olhando a foto. - Ela ia ficar toda boba se ouvisse isso. -E esseé o teu pai? - Confirmo com a cabeça. - Sua irmã tem uns traços dele, já tu não, cê a cópia idêntica da tua mãe. - Ele é pai de sangue só dá minha irmã. - Revelo sem nenhum problema. - E vocế? Tem contato com a sua mãe? Relíquia fica um tempo em silêncio encarando a parede, limpa a garganta mudando a expressão. - Deixei sua roupa em cima da cômoda. O Relíquia grosso e frio volta, deixando de lado a pessoa que eu estava me divertindo segundos atrás e me abrindo contando sobre a minha família. Se fosse em outra ocasião, eu até me culparia achando que toquei em um assunto "sensível" achando que a mãe dele faleceu ou algo do tipo. Uma vez ele soltou um comentário sobre a mãe, a única vez que ele me disse alguma coisa relacionada a sua vida pessoal, então eu sei que ela está bem. E se ele não quisesse falar sobre era só me dizer, não precisava ser grosso. E eu aqui igual uma i****a me abrindo para uma pessoa que não confia em mim, que na primeira oportunidade é grosseira comigo. Ele não é obrigado a falar sobre a família dele, eu que sou boca grande demais e me senti confortável para conversar sobre isso. Só não acho que ele tem que falar assim comigo, i****a. . .
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