Theo Salvatori Acordei antes da Ana. Ainda estava escuro quando abri os olhos. Por alguns segundos, fiquei apenas observando o teto do quarto do nosso apartamento, escutando a respiração tranquila dela ao meu lado. Sempre que acordo antes, gosto de ter esse momento, silencioso, só meu. Virei o rosto devagar. Ela estava encolhida sob o lençol, os cabelos espalhados pelo travesseiro, a expressão serena, tão diferente da mulher determinada que enfrenta o mundo todos os dias. Passei os dedos com cuidado por uma mecha do cabelo dela, afastando do rosto. Eu amo essa mulher. Levantei com cuidado para não acordá-la. O piso frio sob meus pés me despertou de vez. Caminhei até a cozinha decidido: hoje eu faria o café. E hoje mesmo vou falar com a minha mãe para contratar alguém para ajudar aq

