Capítulo 24- Ecos que não me quebram

1265 Words

Ana Lis Voltei para a sala e sentei como se nada tivesse acontecido. A cadeira parecia mais dura do que o normal, o ar mais pesado, os olhares mais insistentes. Senti cada par de olhos sobre mim, como pequenas agulhas silenciosas tentando perfurar minha calma recém-conquistada. Cochichos surgiam aqui e ali, discretos demais para serem confrontados, altos o suficiente para serem ouvidos. Fingi que não percebia. Não daria palco para ninguém. Não depois de tudo. Laura tocou meu braço com cuidado, seus olhos cheios de preocupação contida. Márcio inclinou-se levemente na carteira ao lado, também atento. Disse que estava bem. Minha voz saiu firme, mais firme do que eu realmente me sentia. Decidimos focar na aula. Abri o caderno, alinhei a caneta na margem da folha e passei a copiar o que o p

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