Theo Chegamos. A mãe da Laura nos atendeu com um semblante preocupado, mas gentil. Não fez perguntas. Apenas nos conduziu até o quarto. E lá estava ela. Ana Lis. Pequena demais naquela cama que não era a dela. O cabelo espalhado no travesseiro, o rosto corado pela febre, os olhos fechados como se estivesse tentando fugir até mesmo dormindo. Eu senti algo apertar dentro de mim. Culpa. Pesada. Incômoda. Insuportável. Bento parou ao lado da cama e levou a mão à boca. Pedro ficou imóvel, mas o maxilar estava tão travado que parecia pedra. Ela se mexeu. Mesmo dormindo, murmurou: Mãe… pai… A voz saiu fraca. Colo… abraço… Aquilo desmontou qualquer resto de orgulho naquela casa. Me desculpa… por preocupar meus irmãos… Bento virou o rosto, mas as lágrimas já tinham escapado. Pedro

