Ana Lis Acordei com o som insistente do despertador cortando o silêncio do quarto. Demorei alguns segundos para entender onde estava, a noite anterior tinha sido longa demais, pesada demais, mas o cansaço venceu qualquer tentativa de continuar brigando. Acabei adormecendo sem perceber. Viro o rosto para o lado. O espaço ao meu lado está vazio. O travesseiro dele já não guarda o calor da madrugada, estranho. Theo costuma acordar depois de mim quando a noite é difícil, talvez esteja na cozinha. Respiro fundo antes de levantar. Melhor não pensar. Vou direto para o banheiro e deixo a água quente cair sobre mim. O vapor sobe, envolvendo o espelho, apagando meu reflexo por alguns minutos, fico ali mais do que deveria, como se pudesse lavar não só o sono, mas também o orgulho, a mágoa, a t

