O ar ainda cheirava a chuva e pólvora quando Kael conduziu Elowen pelo beco lateral que levava à entrada discreta da mansão. As luzes da rua lançavam reflexos molhados sobre o asfalto, e a adrenalina ainda pulsava forte no peito dela, tornando cada passo pesado e, ao mesmo tempo, urgente. — Fique atrás de mim — ordenou Kael, firme, sem precisar de voz elevada. Elowen obedeceu automaticamente, sentindo o calor da presença dele tão perto que chegava a ser sufocante. Riven ainda estava à frente, certificando-se de que não haviam mais surpresas. A chuva fina misturava-se com o suor frio que escorria pelo rosto dela, e cada respiração era uma lembrança do ataque que acabara de acontecer. Kael abriu a porta da mansão com rapidez, e o aroma familiar, misturado à madeira e ao perfume dele, pare

