PONTO DE VISTA DE MAXIMUS Por um momento, esqueci como respirar. A luz engoliu toda a caverna, branca, prateada, viva. Não era apenas brilhante. Era poder, violento e antigo, lutando para se libertar pelo ar como uma tempestade. Recuei cambaleante, meu braço protegendo os olhos enquanto a poeira girava loucamente ao meu redor. As cordas que prendiam Emilia se partiram como fios finos. O altar tremeu. E então… O corpo dela... se ergueu. Devagar. Sem peso. Como se mãos invisíveis a estivessem puxando para cima em direção ao teto. Seu corpo arqueou, sua cabeça inclinada para cima e seu cabelo flutuava como se estivesse debaixo d'água. A adaga ainda estava em seu peito, brilhando horrivelmente na luz. Mas ela não parecia mais morta. Ela também não parecia viva. Minha boca se abriu.

