P.O.V DE EMÍLIA Um gemido baixo escapou dos meus lábios enquanto eu forçava os olhos a se abrirem. A minha cabeça latejava violentamente, como se alguém a tivesse aberto com um martelo. O ar estava frio e denso, pesado com poeira e o leve cheiro de ferro. Os meus pulsos ardiam. Quando tentei me mexer, eu percebi que não conseguia. Cordas. Apertadas, ásperas, cortando a minha pele. Eu estava amarrada a uma cadeira - braços presos atrás de mim, tornozelos atados às pernas da cadeira. O pânico me atingiu como uma onda. O meu coração batia forte contra as minhas costelas enquanto puxava com força, mas as cordas não se mexiam. "Finalmente acordada?" A voz me congelou. Familiar. Cortante. Venenosa. Levantei a minha cabeça lentamente - e prendi a respiração. Parados diante de mim estavam

