Ponto de Vista de Maximus A lua de sangue subiu. Senti antes de ver, como uma lâmina deslizando lenta e impiedosa sob minha pele, me abrindo por dentro. Calor, afiado e implacável, espalhou-se pelo meu peito até que eu m*l conseguia respirar. Meus pulmões puxavam o ar, minhas costelas doendo a cada inspiração, a cada expiração. Então começou. A primeira onda. Um tremor violento rasgou através de mim, lançando meu corpo para a frente contra as correntes. Elas tilintaram, gemeram, o ferro mordendo meus pulsos como se para me lembrar: “monstro, prisioneiro, amaldiçoado”. Rosnei, um som cru, rasgando pela minha garganta até que raspou meus pulmões crus. Minha cabeça se jogou para trás, as veias inchando conforme o fogo se espalhava por baixo da minha pele. Sempre foi fogo. Fogo lambendo

