Ponto de vista de Emília Não podia acreditar no que estava vendo. Não, acreditar nem sequer era a palavra. Minha mente o recusou, negou, procurou por qualquer outra explicação, exceto a verdade que me encarava: o Rei. A b***a. Um e o mesmo. Não era possível. Não podia ser. E ainda assim, seu rosto estava ali, bem diante de mim, pálido e febril, manchado de sangue e suor. Seus olhos azuis penetrantes, os mesmos que tinham me perfurado desde a primeira vez que nos encontramos, os mesmos que mantinham um reino inteiro tremendo em obediência, esses mesmos olhos agora me olhavam através de uma névoa de exaustão, semicerrados, quebrados, porém, inequivocamente humanos. O Rei. E o monstro que acabou de tentar me destroçar. Meu coração batia contra minhas costelas tão forte que doía. Não co

