Ponto de Vista de Emilia A floresta zumbia. Aquela estranha barreira sobrenatural que eu, de alguma forma, havia criado vibrava como uma coisa viva. O ar denso de energia e o toque metálico de algo que eu não entendia. Cada respiração tinha gosto de relâmpago, afiada e perigosa, como se a própria noite segurasse a respiração junto comigo. E ele. A fera. Maximus. Ele ficou na borda das árvores, imenso e aterrador, pelos negros reluzindo à luz da lua, garras cavando trincheiras profundas na terra úmida. Seus olhos queimavam nos meus, inabaláveis, selvagens. Um único passo à frente, e o som dele quebrou o silêncio. Seu rosnado seguiu, grave e trovejante, vibrando através dos meus ossos, até que meus joelhos ameaçassem ceder. Meu coração saltou para minha garganta. Mas eu não recuei.

