Ponto de Vista de Emilia A chuva não deu trégua. Caía em torrentes, implacável, pesada o suficiente para que o mundo se transformasse em prata. Meu cabelo grudava em meu rosto, colado em mechas úmidas, e cada passo que Maximus dava fazia a lama salpicar contra suas pernas. Mas eu não notei nada disso. Não quando seus braços estavam ao meu redor. Não quando minhas pernas estavam firmemente presas em sua cintura, minha bochecha pressionada contra o calor sólido e encharcado de chuva de seu ombro. Ele me carregava como se eu não pesasse nada, seu passo poderoso, sem pressa, firme contra a fúria da tempestade. — Você vai pegar um resfriado. — Ele murmurou, sua voz, um profundo murmúrio contra meu ouvido, vibrando ao longo da minha espinha. — Estou bem. — Eu sussurrei de volta, embora meu

