Capítulo 10 - A Refeição do Rei

1081 Words
Ponto de Vista de Maximus A porta abriu e ela entrou, e imediatamente senti tudo dentro de mim ganhar vida. Seu cheiro me envolveu como um vício do qual não conseguia escapar. Era muito envolvente. Minha garganta se contraiu e meus punhos se fecharam enquanto eu me ajustava na cadeira. Maldição. Ela era a definição do pecado. O tipo de mulher que faria um homem perder a cabeça, assim como minha b***a a estava perdendo e eu lutava tanto para mantê-lo sob controle. Ela tinha curvas em todos os lugares certos, seus s***s eram cheios, pareciam que seriam tão bons em minhas mãos. Ela aparentava ter cerca de um metro e meio de altura, com longos cabelos pretos que desciam até a cintura. — Vossa Majestade. — Ela cumprimentou com uma reverência e o som de sua voz quase desfez algo em mim. Não pude deixar de imaginar como seria ouvi-la sem fôlego, com meu nome escapando de seus lábios como uma oração. — Meu nome é Emilia Gregor. — Ela disse calmamente, sem sinal de medo e, mesmo que houvesse, ela o escondeu muito bem. Emilia. Eu me vi querendo lembrar desse nome, apesar do número de mulheres que acabaram de se apresentar para mim. — Levante a cabeça. — Eu ordenei, minha voz saindo espessa de desejo. Sua cabeça se ergueu lentamente e fui saudado por belos olhos cor-de-avelã. E pela primeira vez em muito tempo, meu coração deu um salto. Esta era a mulher que acalmou minha b***a. Ela era a mesma mulher que Lucien havia me mostrado na tela esta manhã. Por um momento, eu tomei o meu tempo apreciando a visão dela e ela apenas ficou ali, queixo erguido, mãos ao lado do corpo. Devagar, eu me levantei. Percebi o ligeiro movimento de suas mãos se cerrando, mas ela rapidamente as abriu como se estivesse tentando parecer forte. — Você não tem medo de morrer esta noite? — Perguntei ao dar um passo em sua direção, mas ainda não entrando na luz. — Todos morreremos um dia. — Foi a resposta dela e eu murmurei ao dar outro passo em sua direção. — Você não tem medo de mim? — Deveria? — Sua resposta me pegou de surpresa e me fez parar em meu caminho. — Você sabe o que acontece com as mulheres que eu como? Nenhuma delas sobrevive para contar a história. — Assustador. — Ela sussurrou baixinho, mas eu ouvi e meus olhos se estreitaram. Ela não soava como as outras mulheres tentando agir corajosas... ela soava como se eu fosse um leão rugindo o tempo todo para lembrar as pessoas de que eu era um leão. Ela soava como... Estaria ela me zombando? A mim? — A senhora disse que só estaríamos nos apresentando a você esta noite e deveríamos retornar aos nossos aposentos. Se não houver mais nada que eu possa fazer por Vossa Majestade… — Ela disse ao se curvar e estava prestes a se virar. Não tão rápido. Saí das sombras e peguei sua mão ao virá-la e puxá-la para mim, e ela pousou pesadamente em meu peito. Ela ofegou enquanto seus olhos se arregalaram em choque, seu olhar fixo em meu rosto como se não conseguisse acreditar no que estava vendo. Por um momento, algo relampejou em seus olhos como medo, mas desapareceu antes que eu pudesse compreender o que era. — Vossa... Vossa Majestade... Eu… — Ela piscou enquanto sua língua se projetava para umedecer os lábios e todo pensamento racional voou da minha cabeça e, antes que eu pudesse me conter, a empurrei contra a parede mais próxima. — Você diz que não tem medo de mim? — Eu perguntei enquanto meus braços a cercavam, minha respiração saindo aos trancos. — Não tenho. — Ela sussurrou, olhando para mim desafiadoramente. — Deveria. Especialmente quando tudo o que quero fazer agora é lhe f***r. E com isso, meus lábios se chocaram contra os dela. ****** Por um momento, não pude acreditar no que estava acontecendo. Isso não estava no plano. O plano era irritá-lo e fazê-lo ficar enojado o suficiente comigo para me mandar embora e nunca mais querer me ver. Não para ele empurrar sua língua para dentro da minha garganta e roubar meu primeiro beijo. E ainda pior, não era para eu gostar disso. O rei era de longe o homem mais bonito que já tinha visto em minha vida. Olhos azuis que brilhavam como gelo, mas ardiam de calor, maçãs do rosto afiadas o suficiente para cortar, um queixo tão forte que poderia ter sido esculpido em pedra. Seus lábios… Deusa, seus lábios eram firmes, famintos, exigentes e atualmente estavam me devorando como se eu fosse o último sabor de algo pelo qual ele estava morrendo de fome. Seu corpo era duro, inabalável, imponente sobre o meu. E mesmo que eu dissesse a mim mesma para resistir, para lembrar por que eu estava ali, por que não poderia me dar a esse luxo, eu me via derretendo, separando meus lábios, deixando-o entrar. Seu rosnado vibrava contra minha boca, e eu sentia o calor de seu peito através do tecido fino do meu vestido enquanto suas mãos apertavam minha cintura com força. Não machucando, mas reivindicando. Possessivo. Como se ele já me considerasse sua. Isso não era o que deveria acontecer. Eu deveria ser invisível. Desafiadora. Não desejável. Mas a maneira como ele me beijava... era como se eu fosse o oxigênio e ele estivesse sufocando por séculos. E então suas mãos percorreram meu corpo, subindo até meus s***s e beliscando um dos meus m*****s e minha respiração deu um soluço. Senti algo grande e duro pressionar contra meu abdômen e não pude conter o gemido que escapou de minha boca. Quem diria que a morte teria esse sabor delicioso? Seus lábios deixaram os meus enquanto ele dava beijos pelo meu pescoço. Uma mão apertando meu seio. Umidade se formou entre minhas pernas e um rosnado escapou de seus lábios. De repente, ele se tornou muito agressivo, sua mão em meu peito apertou com tanta força que se tornou doloroso. — Meu Rei. — Era para sair como um pedido para que ele parasse, mas saiu como um gemido. E então, sem aviso, ele me ergueu do chão e minhas pernas se enrolaram automaticamente em torno de sua cintura. O olhar em seus olhos estava tão escuro e cheio de desejo. Como uma b***a finalmente solta. E eu estava prestes a me tornar sua refeição.
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