Ponto de Vista de Emilia Ainda sentia a presença dele muito tempo depois que ele partiu, mas não conseguia me mexer. Fiquei ali parada, segurando o cobertor contra o meu peito como se fosse uma armadura. Minhas respirações eram rasas e desiguais, o ar no quarto parecia muito denso, muito pesado com a presença dele ainda pairando. “Então eu vou ter que te ensinar o que realmente significa ser minha.” Suas palavras ecoaram na minha cabeça, repetindo-se várias vezes, até que se tornassem um pulso. Pulsando a cada batida do meu coração. Um arrepio percorreu a minha espinha. Medo, sim, mas não apenas medo. Algo mais sombrio e perigoso se retorcia por baixo. Determinação. Eu não ia deixar ele me quebrar. Não como as outras. Não como todas aquelas mulheres sobre as quais cochichavam, que vie

