Ponto de Vista de Emilia Por um longo momento sem fôlego, ninguém se mexeu. Maximus ficou parado na porta como um fantasma de outra vida; seus olhos fixos na médica como se tivesse acabado de ver alguém sair de seus pesadelos. Seu peito subia e descia rápido demais, seus punhos cerrados ao seu lado. A médica não recuou. Ela apenas ficou lá, calma, serena, os lábios curvados naquele mesmo sorriso suave que não alcançava seus olhos. — Você… — Maximus começou, sua voz baixa, rouca. Ele se interrompeu. Algo pesado pairava no ar; denso, carregado, sufocante. Eu podia sentir pressionando contra o meu peito, enrolando-se em torno das minhas costelas, até que cada respiração viesse superficial. Meu coração batia tão alto que abafava o bip constante da máquina ao meu lado. Virei-me lentament

