Ponto de Vista em Terceira Pessoa As pesadas portas se abriram com um som que ecoou pelo corredor vazio, era agudo, alto e vivo, como se o mundo em si tivesse acabado de ser despertado subitamente. Uma mulher atravessou. O riso dela veio em seguida. Aquele tipo de riso que não soava certo num lugar como aquele. Era brilhante, quase musical, mas por baixo havia algo cortante, algo errado. Ele ecoava pelas paredes de mármore e dançava pelo ar como fumaça. — Acorde, acorde. — Disse ela, com a voz cantarolante e brincalhona. — Está na hora, pessoal! Os saltos dela ecoaram no chão conforme ela avançava. O corredor se estendia infinitamente diante dela; frio, cinza e coberto de poeira que brilhava fracamente sob a luz fraca. O ar cheirava a pedra antiga e segredos esquecidos. Para qualquer

