Ponto de Vista de Emilia Não conseguia dormir. Não importava quantas vezes fechasse os olhos, aquele sonho sempre voltava: o sangue, a neve, a fera. Aqueles olhos. Estive deitada na cama por horas, olhando o teto, contando os batimentos lentos e regulares do monitor. Damien tinha adormecido na cadeira ao meu lado, a cabeça inclinada para o lado, a mão ainda perto o suficiente para quase tocar a minha. Ele me disse que tudo estava bem, que era só um sonho. Mas a inquietação no meu peito se recusava a desaparecer. O quarto parecia muito silencioso. Muito quieto. Cada som me fazia estremecer. O suave zumbido do aquecedor, o tique-taque do relógio. Meu coração batia alto nos meus ouvidos, um ritmo nervoso e constante que não diminuía. E então… Uma batida. Suave, mas nítida o suficiente

