Ponto de Vista de Maximus Eu deveria ter ido embora. Fechado o livro. Saído do aposento. Fingido que nunca vi. Mas não fui. Porque algo lá no fundo de mim, algo inquieto e teimoso, se recusava a escutar. O livro vermelho estava em minha frente, silencioso e pesado, o cadeado destrancado pendurado solto ao lado. A leve marca em meu polegar ainda latejava de onde meu sangue tinha caído. Eu o encarei por muito tempo, o único som no aposento era o sibilar baixo do fogo moribundo. “Não faça isso”, uma voz dentro de mim sussurrou. “O que quer que esteja dentro, não é para você.” Mas eu não podia parar. Meus dedos tocaram a borda da capa. Estava quente, quase vivo sob meu toque. O calor se espalhou lentamente em minha pele, subindo pelo meu pulso como uma pulsação. Meu coração

