PONTO DE VISTA DE MAXIMUS Não conseguia ficar parado. Estive andando de um lado para o outro na sala do trono por horas, minhas botas arrastando contra o chão de mármore, o som ecoando pelo corredor vazio como um trovão. Meus dedos passavam repetidamente pelo meu cabelo, puxando com força o bastante para machucar, mas não o bastante para abafar a tempestade dentro da minha cabeça. A imagem não me deixava: o jeito que Emilia me olhou antes de gritar para que eu saísse. Aquele olhar… deusa, queimava. Como se ela tivesse rasgado meu peito e jogado sal na ferida. Ódio. Medo. Nojo. E nem podia culpá-la. Lucien ficava à parede, me observando em silêncio. Ele estava ali há tanto tempo que parecia uma eternidade, os braços cruzados, a mandíbula cerrada. O peso de seu olhar era intenso, como s

