Quando meus pais biológicos morreram, passei a adotar algumas frases que me ajudavam a passar o dia. Eram frases simples como: “eu sou forte e corajosa”, “eu me amo”, “sou inteligente e agradável”, sempre coisas avessas às que meu pai biológico me dizia. Ele me detestava porque era menina e sempre arrumava um jeito de me fazer sentir m*l. Minha mãe biológica era tão fraca mentalmente que não tinha forças para lutar contra ele. Essas frases me davam segurança e eu nunca parei de repeti-las, mudando em alguns dias e aumentando o repertório em outros. Depois que me casei, adotei novas, como: “eu tenho pais e uma irmã que me amam, tenho um marido que precisa voltar para casa todo dia e eu não vivo em um conto de fadas”. Precisava de um freio para as borboletas bêbadas e idiotas que sobrevo

