Eloá Narrando. Acordei escutando batidas na porta. Meu corpo tremeu. Olhei para o lado e não vi o Alexandre. Me levantei na ponta dos pés e fui até a porta. Coloquei o ouvido para escutar. — Encontramos um homem morto a alguns quarteirões daqui, dentro de uma casa. Queríamos saber se ficou sabendo de alguma coisa? — um homem falou. — Não. Voltei de viagem ontem à noite — o Alexandre falou. — É, eu vim aqui algumas vezes e ninguém atendeu, mas encontramos ele dias depois — o homem falou. — Não vi nada fora do comum. Estamos no meio da floresta, pode ter sido qualquer um — o Alexandre falou. — É, sabemos disso, mas temos motivos para achar que foi a filha dele — o homem falou. Me afastei da porta e coloquei a mão na boca. Eles estão falando dele. Acham que foi eu. — Meu Deus... —

