Alexandre Narrando Eu nunca tinha precisado de tanto autocontrole na vida. Ela estava ali, diante de mim, vulnerável e, ao mesmo tempo, absurdamente corajosa. Cada segundo parecia um teste para tudo aquilo em que eu acreditava ser. Meus olhos não conseguiam deixá-la. Meu corpo reagia a cada movimento dela. Fechei a mandíbula, respirei fundo e obriguei cada músculo a permanecer imóvel. Aquilo não era sobre mim. Era sobre ela. Vi a hesitação desaparecer aos poucos. Vi o medo dar lugar ao prazer. E, quando os olhos dela encontraram os meus outra vez, senti alguma coisa apertar dentro do peito. E uma vontade quase insuportável de atravessar a distância entre nós e tomar o controle que tanto o meu corpo gritava para ter. Mas permaneci onde estava. Então fiquei apenas olhando. Seg

