Blede O celular de Blade vibrou em cima da mesa. Ele nem precisou olhar para saber quem era. O nome dela, Nayla Machovane, piscava no visor, acompanhado da foto que ele guardava como se fosse um tesouro: um clique espontâneo dela sorrindo, iluminando tudo ao redor. Blade sentiu o estômago revirar. Ele sabia que tinha que atender, sabia que Nayla estava preocupada, ainda mais porque ele havia saído do morro sem falar nada. Mas sua mão ficou paralisada. Ele não queria que a voz dela atravessasse aquele encontro, não queria arriscar que Nayla e Lorena, mesmo indiretamente, se cruzassem. Lorena, do outro lado da mesa, percebeu a tensão. Seus olhos ágeis focaram no visor do celular que piscava. O sorriso dela se abriu devagar, venenoso. — Ora, ora… — disse, inclinando-se para frente com ir

