O silêncio que seguiu a última explosão parecia mais ameaçador do que o próprio barulho. A fumaça ainda subia pelos becos, cobrindo as luzes do CPX como um véu pesado. Blade ergueu a arma, respiração firme, o olhar de predador fixo no horizonte. Ele não era homem de esperar. Não depois do que tinham tentado. — Já seguramos o bastante — murmurou, mais para si mesmo do que para os outros. — Agora é hora de revidar. Centelha se aproximou, o rosto marcado pela fuligem. — O que você tá pensando, Blade? — Pensando em devolver em dobro — respondeu, os olhos faiscando. — Daniel e Marco acharam que podiam brincar com fogo… mas agora vão sentir o peso do Complexo. Nayla ouviu cada palavra, o coração ainda acelerado. Ela segurava Aylla, tentando acalmá-la, mas ao mesmo tempo sentia uma chama nova

