Nayla O escritório de Michel, no topo do morro, estava mergulhado em um silêncio opressor. Não era o silêncio da paz, mas o da espera, o tipo de silêncio que precede o grito da guerra. Nayla estava sentada ao lado de Michel, as mãos dele segurando as dela, um aperto firme que era sua única âncora na tempestade que se aproximava. A luz fraca da noite que entrava pela janela iluminava a sala, e ela viu em seus olhos a fúria que a havia consumido por Rafael, o traidor. O som de passos ecoou no corredor, um som que quebrou o silêncio opressor. A porta se abriu, e Jefinho e Centelha trouxeram Rafael, com as mãos amarradas, o corpo trêmulo e os olhos cheios de medo. Ele, o homem que havia traído o seu rei, o homem que havia se infiltrado em sua casa, estava ali, na sua frente, com a cabeça ba

