A Caminho de Magé

1008 Words

Blade A noite estava pesada, sem lua, como se até o céu tivesse conspirado para guardar em segredo o movimento que Blade fazia. O carro simples — um sedã preto, sem nada que chamasse atenção — descia pela Linha Vermelha em direção à Baixada. Ao volante, Centelha mantinha os olhos na estrada. No banco de trás, Blade estava encostado, mas não relaxado. O corpo dele era pura tensão. A cada poste que passava iluminando o rosto dele, ficava evidente o olhar sombrio. Um olhar de homem em guerra. Mas dessa vez, a guerra não era com polícia, nem com rival. Era com a própria mulher. No painel do carro, o relógio marcava 2h47 da manhã. O silêncio só era quebrado pelo ronco do motor e, de vez em quando, pelo celular vibrando no bolso de Centelha com mensagens de tropa — todas ignoradas. — Tá ce

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