Blede A madrugada caiu sobre o Complexo de Israel como um manto espesso, trazendo consigo um silêncio estranho. Os becos, que sempre respiravam movimento, pareciam aguardar o inevitável. Blade estava na varanda de sua fortaleza, cigarro aceso entre os dedos, olhar fixo nas luzes da cidade que piscavam lá embaixo como se nada estivesse acontecendo. Mas dentro dele, nada estava em paz. Daniel e Marco haviam ido longe demais. Haviam tocado naquilo que Michel mais prezava: sua família. Nayla, mesmo em silêncio, carregava no peito a marca de cada perda, de cada golpe que os inimigos tinham lhe causado. Aylla, ainda assustada pelo sequestro, dormia abraçada à irmã todas as noites. E Blade sabia: ou colocava um fim nessa guerra agora, ou viveriam sempre à sombra do medo. Ele tragou fundo, jogo

