Blede/Nayla As primeiras luzes do dia encontraram Michel deitado, quieto, enquanto a equipe médica do hospital improvisado do Complexo terminava de ajeitar as bandagens e as sondas que o mantinham estável. O ferimento que o trouxera até ali não fora o único, mas era o mais grave: uma bala que havia atravessado o alojamento da coxa, raspado o abdômen e deixado o patrão com uma fração de si mesmo que precisava ser remontada. Havia hematomas no queixo, cortes no braço e o corpo todo dolorido — sinais visíveis de que a madrugada anterior fora uma guerra na qual ele tinha sobrevivido por pouco. Nayla sentou-se numa cadeira ao lado da maca e, por um tempo relativamente longo que nenhum dos dois ousou medir, apenas ficou ali, observando o peito dele subir e descer. A respiração de Michel era p

