Narração (2) O morro acordava lentamente, o som distante de carros e pássaros misturava-se ao cheiro da terra úmida e das árvores balançando com o vento. Nayla ainda dormia, envolta nos braços de Michel, que a observava silencioso, sentindo cada detalhe de seu rosto, cada respiração. Ela estava tranquila agora, após dias de tensão, mas Michel sabia que o mundo ao redor nunca dormia. Cada passo dela, cada gesto, carregava significado. O ciúme silencioso que sentia era uma constante lembrança de que ninguém poderia se aproximar dela sem enfrentar sua fúria. Quando o primeiro raio de sol atravessou a janela, Michel percebeu a serenidade de Nayla e sentiu uma mistura de alívio e desejo. O silêncio era quebrado apenas pelo som da respiração dela, e ele se permitiu alguns minutos para absorver

