A noite estava mais escura que o habitual no Complexo de Israel. As luzes dos postes lançavam sombras longas e tremeluzentes pelas ruas estreitas, e cada esquina parecia esconder uma ameaça invisível. Nayla segurava a mão de Aylla com força, sentindo o coração disparado, enquanto Michel avançava à frente com passos firmes, observando cada movimento ao redor. O som distante de tiros ainda ecoava, agora mais próximo, misturado ao grito ocasional de alguém correndo. — Fiquem atrás de mim — disse Michel, a voz firme e controlada, mas carregada de tensão. — Não vamos subestimar ninguém. Nayla engoliu em seco, sentindo a mistura de medo e adrenalina. Ela já não era mais a mesma menina assustada que chegara ao Complexo dias atrás. Agora, cada batida do coração era um lembrete de que precisava s

