O Complexo estava em festa. O baile do Israel não era apenas um baile qualquer, era o baile: o evento que ia marcar a apresentação oficial da patroa para o morro e para os aliados. A notícia tinha corrido como pólvora. Todos os becos iluminados, paredões de som espalhados em pontos estratégicos, luzes coloridas cortando a noite, e uma multidão já se agitava ao som do funk que sacudia o chão. As mulheres estavam no capricho — vestidos colados, saias curtas, salto alto. Os homens, na maioria, de boné de aba reta, cordão de ouro, camisa de grife. Cada um querendo mostrar status, cada um no seu estilo. Mas todos sabiam: aquela noite tinha dono, e os donos iriam chegar. Na porta principal da fortaleza, os seguranças alinhados esperavam. Carros pretos, blindados, já estavam de prontidão. Blade

