Narrado por Nayla Acordei com a luz do sol atravessando a cortina pesada do quarto, o corpo ainda dolorido da noite passada. Não era só pelo baile… era por tudo. A dança, a energia, a consagração de ser apresentada como a patroa, o olhar de Blade sobre mim… e claro, o jeito como terminamos a madrugada, nos amando até o cansaço nos vencer. Olhei para o lado e lá estava ele, deitado de bruços, os dreadlocks soltos sobre o travesseiro, respiração lenta e pesada. Uma cena que me arrancou um sorriso bobo. O dono do Complexo, temido por tantos, dormindo como um menino ao meu lado. Levantei devagar, vesti a primeira camisa larga que encontrei e fui até a varanda. O morro ainda tinha resquícios do baile: copos no chão, latas de cerveja amassadas, o som de algum paredão perdido que ainda tocava

