O som da porta de aço se fechando atrás delas foi um baque seco e definitivo, ecoando no pequeno espaço. Nayla, com Aylla nos braços, sentiu um frio percorrer sua espinha, mas não era o frio do cofre, e sim o medo. A escuridão era total, um abraço gelado que as separava do mundo lá fora, do som distante de sirenes e tiros. Aylla, em sua inocência, não entendeu o perigo. Sua voz, pequena e assustada, quebrou o silêncio. — Onde a gente tá, Nayla? Tá esculo, não gosto do esculo. Nayla a apertou contra o peito, beijando a testa da irmã. — Estamos em uma fortaleza mágica, meu amor. O Michel construiu para nós. É o lugar mais seguro do mundo. A mentira, por mais que doesse, era necessária. Aylla, que já havia passado por tanto, não merecia mais medo. Nayla sentiu as pequenas mãos de Aylla t

