Alessandra
Acordo às cinco e meia da manhã , me levanto, faço minha rotina matinal e vou logo para o meu novo emprego. Tenho que ver se daqui um tempo arrumo um jeito de comprar um carro, nem que seja velhinho, ir de táxi todo dia não dá, tem até ônibus, mas ficaria praticamente no mesmo preço. Vou tentar economizar o máximo que puder esses meses. Chego na porta da empresa com cinco minutos de antecedência e na porta do elevador me deparo com meu chefe. Nós dois no mesmo elevador, será que isso dará certo?
-Bom dia Senhorita Alessandra. Vejo que é pontual. Diz olhando em seu relógio.
-Sim Senhor, não gosto de me atrasar em meus compromissos. Digo e a porta do elevador se abre e ele me dá passagem para que eu entre primeiro.
Não acredito que vamos ter que ficar aqui dentro sozinhos até o vigésimo quinto andar.
Tudo ia bem até o décimo andar, quando do nada escutamos um barulho do elevador e ele para do nada.
-Me diz que o elevador não parou por favor. Pergunto de olhos fechados.
-Sinto em lhe informar Senhorita Alessandra , mas o elevador parou. Diz ele me encarando.
-Isso não pode estar acontecendo. Digo baixinho mas ele escuta.
-Tenha calma, daqui a pouco alguém nos tira daqui.
-O senhor não está entendendo não é? Tenho fobia de lugares fechados , não posso ficar aqui ou acabarei passando m*l ou até desmaiando.
-Entendo , mas mantenha a calma , já irão resolver o problema. Diz tentando me acalmar.
Já havia se passado dez minutos e nada ainda, já estava começando a soar frio.
-Está se sentindo m*l senhorita? Diz ele chegando perto de mim.
-Estou ficando com falta de ar senhor. É como se estivessem me enforcando. Tento puxar o ar mas não obtenho êxito.
-Olhe para mim, quero que preste atenção em minha voz , somente nisso. Diz ele de frente para mim. Entendido? Ele pergunta e então apenas confirmo com a cabeça.
-Quero que me fale de você. O que gosta de fazer?
-Ficar com minha família. Digo com a voz um pouco falha.
-E como é sua família? Pergunta curioso.
-Não vou falar da minha vida pessoal para o senhor. Digo tentando sair de perto mas o mesmo me prende entre a parede do elevador e seu corpo.
-Quer falar sobre o que então , senhorita? Diz ele enfatizando a última palavra.
-Sobre nada. Já estou melhor. Digo e na mesma hora ele fica me encarando com seus olhos escuros e penetrantes.
-Tudo bem. Diz ele se afastando.
-Senhor se importa se eu abrir alguns botões da minha blusa? Estou me sentindo sufocada.
-Claro que não senhorita, fique a vontade. Diz ele me encarando. No mesmo instante desabotuo 4 botões e aí que vejo que dá para ver um pouco dos meus s***s.
-Desisto! Diz ele vindo até a mim e me beijando.
Seu beijo não era como dos outros que já fiquei, ele era quente, comigo prensada na parede , pude sentir suas mãos percorrendo todo o meu corpo até parar em minha b***a e logo em seguida sinto um aperto forte nela. Ele roçava sua ereção em mim, nunca senti nada assim, mas como queria ter ele ai , agora.
Quando estava esquentando , ouvimos o barulho do elevador e ele começa a subir novamente. Nos separamos rapidamente e logo ele se retira de perto de mim e se ajeita assim como eu. Quando a porta do elevador é aberta, ele sai sem ao menos falar nada. Era só o que me faltava, um ser ignorante e bipolar como ele.
Depois que ele saiu igual o flash , fui logo para... Perai, onde irei trabalhar? Isso ele não me falou...
-Bom dia Ana. Tudo bem? Digo a moça que fica na entrada do andar que irei trabalhar.
-Bom dia Alessandra. Tudo sim e vc?Diz ela abrindo um meio sorriso. Já é um progresso.
-Também... Será que você sabe onde irei trabalhar? Pergunto.
-Bom... Não sei, é melhor você perguntar para o seu chefe.
-Está bem, obrigada. Digo sorrindo e vou em direção a sala do chefe. Vamos ver como ele vai me tratar depois desse episódio. Quando chego, bato em sua porta e logo escuta sua voz autorizando a minha entrada.
-Com licença , Senhor Lor...
-O que quer aqui Senhorita Alessandra? Acho que seu horário de trabalho já se iniciou.
Affs! Que grosso , como gostaria de bater na sua cara... Calma Alessandra! Respira! Você precisa desse emprego.
-Acontece que não sei onde irei trabalhar. Digo sendo óbvia.
-Irá trabalhar aqui.
-Aqui...
-Aqui, comigo, em minha sala, a sua mesa está logo ali. Ele aponta para o lado esquerdo de sua sala.
Agora que percebi que sua sala era enorme, daria a sala, a cozinha e um quarto do apartamento em que vivo...
-Vai ficar parada ou vai trabalhar? Não pago meus funcionários para ficarem à toa.
-Sim senhor. Digo e vou para a minha mesa. Por que ele tem que ser tão grosso assim? Tão frio? Deixo meus pensamentos de lado e vou trabalhar, o que menos preciso agora é perder meu emprego. Preciso sustentar a minha família. Meu único motivo de continuar lutando. Preciso dar um futuro digno para minha irmã, onde ela não tenha que passar por dificuldades igual eu passei. Ela teria um futuro brilhando se dependesse de mim. Moveria céu e mar... Nem que para isso eu tenha que engolir todos os sapos do mundo do meu chefe.