Capítulo 02

1483 Words
Yasmin narrando Meu escritório uma bagunça, a Margot não ia vim trabalhar, hoje seria só eu e um monte de caso, ontem as meninas saíram e eu não fui, porque eu tinha tanta coisa pra fazer, vida de advogada não é fácil principalmente quando se faz quase tudo sozinha. Desde nova sempre fui focada somente no meu trabalho, nunca em min, mas as vezes eu me arrependo dessa decisão, ser tão focada no meu trabalho e não ter tempo pra mim, pra sair, pra beber com as amigas, de se arrumar, fazer a unha no salão enquanto conversa sobre a vida, ou ter um relacionamento, ter mais amizades. Larissa não voltou pra casa, deve ter ficado na casa de uma das meninas, ela deve ter bebido muito, como sempre. Desço a escada de casa, vou direto pra cozinha comer alguma coisa antes de ir pro trabalho, hoje era a folga da Margot, por isso ela saiu com as meninas, amanhã é a minha e amanhã é sexta, então eu vou sair naquele pique, sábado eu ensaio fotográfico, mas não tem problema eu chegar um pouco alcoolizada, eu acho. Depois de almoçar fui pro escritório, e as meninas começaram a mandar mensagem no grupo assim que cheguei na minha sala peguei o celular pra ver o que elas queriam. WhatsApp Fogo no parquinho? Clo: — Estão todas vivas? Mah: — Eu nem tanto, tô morta. Lila: — E Milena que deu fuga no meio da madrugada. Mel: — Como assim gente? Me contem tudo. Day: — Pois é menina, dona Mih deu sumiço, voltou já era quase 5 da manhã, e mais bêbada do que antes. Mimi — @Milena se explique aí. Mih: — Nada a declarar. Grazi: — Agora é isso né? Abusada. Re: — O pior é que ela não conseguia explicar pra onde ela foi. Mimi: A mais agora ela já pode explicar né? Lari: — To viva!! Eu vi Milena sair com um moreno muito lindo. Mih: Ele era moreno? Nem me lembrava desse detalhe... Jana: — To vivaaaa, era moreno alto e com barba, era mó gato em. Mih: — Kkkkk gente, é sério eu nem lembro. Re: — Quem estava mais bêbada, Day, eu, Cloe ou Milena? Jana: — MILENAAAAAAA Grazi: — Também acho. Mimi: — Eu não duvido de nada. Day: — Já já começa o meu plantão. Mimi: — Eu já estou no meu trabalho, e além do mais, eu tenho que sair do whats. Mel: — Eu também, até mais tarde meninas. Mimi: — Até WhatsApp off Deixei o meu celular de lado pra trabalhar, tinha muitos papeis pra organizar, muito processo pra ver. Abro um dos processos e vejo que se tratava de t***************s, a pessoa foi presa e passou 6 meses na cadeia e agora estava em liberdade provisória, tá aí casos que eu não gosto de resolver, a maioria das vezes eu tenho que entrar na favela, tem que falar com a pessoa, e quase sempre elas não se importam com o seu caso, com a justiça, e eu fico com todo o trabalho pesado. Procuro o endereço do meu mais novo cliente, vejo que o que eu já sabia, morador de comunidade, pra ir atrás de um tal de Bruno da Silva Garcia Entro no carro e colo o endereço no GPS, e seja o que Deus quiser, né? Assim que cheguei vi um monte de homens armados na entrada, o medo já corria na veia. Desci do carro, com a minha bolsa, arrumei a minha roupa e fui até um deles. Moço: — Qual foi madame, tá perdida? - os outros riram. Ele eram um pouco alto, moreno, tinha entre 20 e 23 anos no máximo, todo tatuado, cabelo cortado baixo, e uma arma maior que meu braço inteiro. Mimi: — Eu estou procurando o senhor Bruno da Silva Garcia, você por acaso conhece ele? Moço: — A gente conhece sim, mais aí o que tu quer com ele? Esse por sua vez era menor que o ouro rapaz, sua pele era mais clara, cabelo cor de rosa e muitas tatuagens, não dava nem pra contar, ele tinha entre 21 e 24 anos, e uma arma grande na cintura. Mimi: — Eu sou a advogada dele num caso com a justiça, sobre t***************s, vocês pode chamar ele pra mim? Moço: — Ae, ele disse pra tu subir, vou te levar até ele pode ser? Acho que ele era mais novo que todos de lá, ele era n***o, do cabelo preto, forte e alto, tinha um sorriso lindo, e uma arma enorme, ele tinha entre 19 e 22 anos no máximo. Acompanhei esse rapaz até uma casa no alto do morro, a casa não era muito grande, pelo menos por fora não parecia ser. Ele abriu a porta pra e eu entrei, o ar gelado e sombrio da casa percorreu a minha espinha, fazendo todos os meus pelos se arrepiarem. Mimi: — Senhor Bruno Soares? Com licença. - passei da cozinha pra sala. E lá estava ele, um rapaz alto, n***o, do cabelo preto alisado, pele toda tatuada, ele tinha 25 anos mais parecia ser mais novo, o cheiro do perfume dele se misturou com o cheiro de maconha, ele olhou dentro dos meus olhos e isso me fez gelar, o seu olhar frio e abatido fazia com que o meu coração batesse tão rápido que meu peito subia e descia em questão de milésimos. Ele era incrivelmente lindo. Bru: — Pode me chamar só de Bruno, senta aí, eu não mordo não, só se você quiser - ele sorriu maliciosamente. Mimi: — Eu sou a sua advogada, preciso ouvir o seu lado perante o caso que você foi preso a 6 meses atrás, t***************s. - disse me sentando de frente a ele numa mesa de quatro cadeiras. Bru: — Não tem muito o que falar, o que aconteceu foi que eu fui preso com muita d***a, e esse é o meu trabalho aqui no morro, acho que a senhora não tem o que defender se eu for culpado né? Mimi: — Você está em liberdade provisória, ou seja a qualquer momento você pode voltar pra cadeia, eu só estou aqui pra que isso não aconteça, pra que você não volte pra lá. Bru: — Eu já nem me importo mais... Eu já não tenho mais a minha mãe, a única coisa que eu tinha, o motivo de eu ainda acordar todos os dias, ela era o motivo de eu ter entrado nessa vida e ela se foi, então já não vai mais fazer diferença se eu estiver preso ou não. Mimi: — Eu não sabia sobe a sua mãe, meus pêsames, mais eu preciso te ajudar Bruno, mesmo você não querendo. Bru: — Se eu assinar os papéis você vai embora? Mimi: — Sim. Ele pegou os papéis e a caneta e assinou todos os papéis. Ele me entregou e eu guardei dentro da bolsa novamente. Me levantei da cadeira e fui em direção a porta. Mimi: — Sabe Bruno, as vezes a vida nos dá uma rasteira pra nos mostrar que estamos fazendo algo de errado e que precisamos concertar isso, as vezes perdemos pessoas importantes em nossas vidas pelo simples fato que temos situações m*l resolvidas e que precisamos resolver antes de perder mais alguém, você já parou e se perguntou se você não tem uma situação m*l resolvida?! Abri a porta e sai. Ele ficou lá, me encarando, o mesmo rapaz que me trouxe até a casa dele foi o que me levou até a entrada do morro. Voltei para o meu escritório, li e reli o processo, tentei achar algo que se encaixasse no caso dele, algo que pudesse livrar ele de ser preso novamente, mesmo sendo quase impossível. A tarde chegou com tudo, depois de passar horas estudando o caso dele, conhecendo mais ainda sobre ele, sobre a vida dele e descobrir também que não era a primeira vez que ele tinha sido preso... De noite consegui enviar um relatório junto a um petição para o juiz mediante ao caso dele, depois resolvi Maia alguns casos, até meu telefone tocar, era Milena. Ligação on Mih: — Tá no escritório ainda? Mimi: — Tô saindo agora, por que? Mih: — Meu bem, hoje é sexta... Mimi: — É eu sei, tá na em casa? Mih: — Tô. Mimi: — Quem mais está aí? Mih: — Larissa, Janaina, Dalila e Cloe Mimi: — Daqui uns 20 minutos eu estou aí. Ligação off Desligo e pego as minhas coisas. Saio e tranco tudo, entro no carro e vou pra casa, as meninas estavam todas na sala conversando. Cheguei e fui direto pro banho, depois me arrumei com elas, fomos pra uma balada que a Milena gosta muito de ir, daqui a pouco ela vida sócia de lá. A noite só tinha começado...
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