A luz da manhã entrava devagar pelo quarto da fazenda, dourando tudo com um tom calmo e quente. Olívia ainda estava meio adormecida, respirando tranquila, encostada em Felipe como na noite anterior. O braço dele a envolvia com naturalidade, como se já fosse hábito. E, por alguns segundos, o mundo lá fora não existia. Ela abriu os olhos devagar. Sentiu o calor dele. O cheiro leve. A presença tão perto que parecia familiar demais. Levantou o olhar um pouco… E percebeu que ele já estava acordado. Observando ela. Sem pressa. Sem falar nada. Só olhando. — Você tá me encarando faz quanto tempo? — ela sussurrou, ainda sonolenta. Felipe sorriu de leve. — O suficiente pra você parar de fingir que não gosta disso. Olívia franziu o cenho, mas não se afastou. — Eu não tô fingindo nad

