— Bom… — a mãe de Felipe disse sorrindo, já animada demais com a situação — passem a noite aqui, gente. Já está tarde, reservamos um quarto para vocês.
Olívia imediatamente se adiantou, nervosa.
— Não precisa, senhora, eu…
— Eu insisto, querida — a mãe dele cortou com doçura. — Por favor.
Felipe apenas olhou de lado para Olívia, tranquilo, como se dissesse “vai ser mais fácil aceitar”.
Ela suspirou.
— Tá bom… tudo bem.
Subiram juntos as escadas.
E assim que a porta do quarto foi aberta, Olívia parou.
Levou a mão à boca.
— Meu Deus…
O quarto estava perfeitamente arrumado.
Pétalas de rosas espalhadas pela cama e pelo chão.
Uma garrafa de champanhe sobre a mesa.
Chocolate, velas decorativas…
Tudo exageradamente romântico.
Ela virou devagar para Felipe.
— O que é isso?
Ele entrou atrás dela e fechou a porta, soltando um suspiro curto.
— Eu não tenho nada a ver com isso, Olivia.
Ela arregalou os olhos.
— Então isso é o quê?!
Felipe deu de ombros, com um leve sorriso.
— Meus pais.
Ela passou a mão no rosto, em desespero.
— Eles acham que a gente vai… sei lá… fazer alguma coisa aqui!
Felipe riu baixo.
— Tecnicamente… eles estão esperando isso.
Olívia ficou vermelha na hora.
— A gente pode só… fingir?
Ele a olhou, confuso por um segundo.
— Fingir?
— Tipo… como nos filmes. Casal normal. Barulho, conversa… essas coisas.
Ele soltou uma risada curta.
— Entendi o conceito.
Ela cobriu o rosto.
— Meu Deus, eu nunca imaginei que eu fosse passar por isso.
Felipe cruzou os braços, divertido.
— Bem-vinda ao contrato de casamento que você propôs.
Ela apontou pra ele, ainda rindo.
— Felipe!
E sem perceber, acabou encostando nele ao rir.
Por um segundo, ficaram próximos demais.
Perto demais.
O ar mudou.
Olívia percebeu primeiro e se afastou rápido.
— Eu… eu vou tomar banho.
Ele assentiu, ainda com um sorriso leve.
— Tem uma camisola na cômoda. Minha mãe deixou preparada.
— Perfeito… só perfeito mesmo — ela murmurou, indo para o banheiro.
Minutos depois, ela saiu já arrumada para dormir, o cabelo preso de forma simples.
Olhou para si no espelho e soltou um suspiro desesperado.
— Eu não acredito nisso…
Abriu só um pouco a porta.
— Felipe…
— Oi.
— Você pode apagar a luz? Só pra gente ir pra cama?
— Por quê?
— Eu tô com vergonha, Felipe, por favor.
Ele riu baixo.
— Tá bom.
A luz foi apagada.
Silêncio.
Ela saiu devagar do banheiro.
Mas no meio do caminho, a luz acendeu de novo.
— Felipe!
— Foi m*l — ele disse, rindo.
Ela virou para ele toda tímida.
E por um segundo, ele ficou apenas olhando.
O vestido leve, mais estremamate sensual uma renda quase transparente que realçava os s***s dela o cabelo ruivo solto ..
— Nossa você está....nossa — ele disse baixo o olhar preso no corpo dela.
Olívia travou.
— Felipe…
Ele percebeu que estava e******o ,colocou a mão para cobrir e desviou o olhar, como se tivesse se dado conta do que fez.
— Desculpa.
Ela respirou fundo e correu para a cama, se cobrindo quase inteira.
— Vou dormir.
Ele foi até o banheiro tomar banho.
Quando voltou, ela já estava dormindo.
Felipe ficou parado por alguns segundos olhando para ela.
A expressão dele mudou.
Menos brincalhona.
Mais séria.
Mais profunda.
Ele se aproximou devagar e se deitou ao lado, mantendo uma distância respeitosa.
Mas depois de alguns minutos, sem perceber, acabou se aproximando um pouco mais — o suficiente para que a presença dela se tornasse inevitável.
Ele ficou olhando para o teto em silêncio.
E pensou, em voz baixa:
— Se você soubesse…
Respirou fundo.
— Se você soubesse há quanto tempo eu já te observo…
Virou de lado, encarando ela dormindo.
E com cuidado, apenas a envolveu de leve pela cintura — sem invadir, sem forçar, apenas um gesto silencioso de p******o.
E pela primeira vez naquela encenação inteira…
ele não sabia mais o que era contrato.
E o que era vontade.