Capítulo 9

686 Words
— Bom… — a mãe de Felipe disse sorrindo, já animada demais com a situação — passem a noite aqui, gente. Já está tarde, reservamos um quarto para vocês. Olívia imediatamente se adiantou, nervosa. — Não precisa, senhora, eu… — Eu insisto, querida — a mãe dele cortou com doçura. — Por favor. Felipe apenas olhou de lado para Olívia, tranquilo, como se dissesse “vai ser mais fácil aceitar”. Ela suspirou. — Tá bom… tudo bem. Subiram juntos as escadas. E assim que a porta do quarto foi aberta, Olívia parou. Levou a mão à boca. — Meu Deus… O quarto estava perfeitamente arrumado. Pétalas de rosas espalhadas pela cama e pelo chão. Uma garrafa de champanhe sobre a mesa. Chocolate, velas decorativas… Tudo exageradamente romântico. Ela virou devagar para Felipe. — O que é isso? Ele entrou atrás dela e fechou a porta, soltando um suspiro curto. — Eu não tenho nada a ver com isso, Olivia. Ela arregalou os olhos. — Então isso é o quê?! Felipe deu de ombros, com um leve sorriso. — Meus pais. Ela passou a mão no rosto, em desespero. — Eles acham que a gente vai… sei lá… fazer alguma coisa aqui! Felipe riu baixo. — Tecnicamente… eles estão esperando isso. Olívia ficou vermelha na hora. — A gente pode só… fingir? Ele a olhou, confuso por um segundo. — Fingir? — Tipo… como nos filmes. Casal normal. Barulho, conversa… essas coisas. Ele soltou uma risada curta. — Entendi o conceito. Ela cobriu o rosto. — Meu Deus, eu nunca imaginei que eu fosse passar por isso. Felipe cruzou os braços, divertido. — Bem-vinda ao contrato de casamento que você propôs. Ela apontou pra ele, ainda rindo. — Felipe! E sem perceber, acabou encostando nele ao rir. Por um segundo, ficaram próximos demais. Perto demais. O ar mudou. Olívia percebeu primeiro e se afastou rápido. — Eu… eu vou tomar banho. Ele assentiu, ainda com um sorriso leve. — Tem uma camisola na cômoda. Minha mãe deixou preparada. — Perfeito… só perfeito mesmo — ela murmurou, indo para o banheiro. Minutos depois, ela saiu já arrumada para dormir, o cabelo preso de forma simples. Olhou para si no espelho e soltou um suspiro desesperado. — Eu não acredito nisso… Abriu só um pouco a porta. — Felipe… — Oi. — Você pode apagar a luz? Só pra gente ir pra cama? — Por quê? — Eu tô com vergonha, Felipe, por favor. Ele riu baixo. — Tá bom. A luz foi apagada. Silêncio. Ela saiu devagar do banheiro. Mas no meio do caminho, a luz acendeu de novo. — Felipe! — Foi m*l — ele disse, rindo. Ela virou para ele toda tímida. E por um segundo, ele ficou apenas olhando. O vestido leve, mais estremamate sensual uma renda quase transparente que realçava os s***s dela o cabelo ruivo solto .. — Nossa você está....nossa — ele disse baixo o olhar preso no corpo dela. Olívia travou. — Felipe… Ele percebeu que estava e******o ,colocou a mão para cobrir e desviou o olhar, como se tivesse se dado conta do que fez. — Desculpa. Ela respirou fundo e correu para a cama, se cobrindo quase inteira. — Vou dormir. Ele foi até o banheiro tomar banho. Quando voltou, ela já estava dormindo. Felipe ficou parado por alguns segundos olhando para ela. A expressão dele mudou. Menos brincalhona. Mais séria. Mais profunda. Ele se aproximou devagar e se deitou ao lado, mantendo uma distância respeitosa. Mas depois de alguns minutos, sem perceber, acabou se aproximando um pouco mais — o suficiente para que a presença dela se tornasse inevitável. Ele ficou olhando para o teto em silêncio. E pensou, em voz baixa: — Se você soubesse… Respirou fundo. — Se você soubesse há quanto tempo eu já te observo… Virou de lado, encarando ela dormindo. E com cuidado, apenas a envolveu de leve pela cintura — sem invadir, sem forçar, apenas um gesto silencioso de p******o. E pela primeira vez naquela encenação inteira… ele não sabia mais o que era contrato. E o que era vontade.
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