Vanessa narrando Saí pela porta com a respiração descompassada, meu coração parecia que ia rasgar o peito, mas eu não podia deixar transparecer. Meus olhos percorreram o ambiente e foi como se o chão sumisse sob os meus pés. Os seguranças do meu pai estavam ali, postadas na frente da entrada do sítio e por todo lado, mas eu precisava sumir dali. O medo me tomou inteira por dentro, mas eu segurei firme. Meu corpo queria correr, queria desabar, queria gritar, mas eu não podia demonstrar nada. Engoli o seco, fechei a porta atrás de mim como se nada tivesse acontecido, como se eu não tivesse acabado de fazer a maior loucura da minha vida. Mantive meu andar controlado, cada passo calculado, como se não estivesse fugindo da minha própria sentença de morte. Quando cheguei do lado de fora,

